Guerra Cultural:Uma arma viva que morreu…

Dia 19 de março de 2026, uma sexta-feira, aos oitenta e seis anos o ator Chuck Norris faleceu.
Pai… Avô… Praticante e mestre de artes marciais, fato que o catapultou às telas do cinema atuando (ou melhor, lutando) com Bruce Lee… Sendo militar da Força Aérea, tinha familiaridade com armas e as coisas da caserna, facilitando sua representação principalmente no filme “A Força Delta”, de 1986.
Obra provida de grande elenco, incluindo o veterano Lee Marvin, foi inspirada em eventos reais: o frustrado resgate de americanos em Teerã, o sequestro do voo 847 da TWA e a Operação Entebe.
Não darei spoillers do filme nem longos comentários sobre os infelizes eventos inspiradores da película citada; contudo, o que o personagem – o capitão Scott McCoy – interpretado por Chuck Norris, entre tiros, porradas e bombas, representa?
Simples: com terroristas não se negocia!
A recepção do público ao filme foi tamanha que gerou outras duas sequências e imortalizou a unidade – Força Delta – do exército norte-americano, não somente como uma tropa de elite muito bem treinada e equipada, mas também como uma projeção do poder de Washington.
Pois, quem em sã consciência iria desafiar tal potência militar?
Ora: Nicolas Maduro, que teve seu efetivo de segurança pessoal dizimado, sendo capturado, juntamente com sua esposa, por tais integrantes, que não sofreram baixas.
Entretanto, estimada leitora e caríssimo leitor, o uso da guerra cultural para incutir temor no inimigo e respeito no amigo é uma tática que remete à antiguidade, quando Grandes projetos de arquitetura eram em si armas culturais, fazendo pessoas imaginar que foram erguidos por poderosos deuses.
Lendas e estórias como a de Perseu vencendo a Medusa; Teseu derrotando o Minotauro; os doze trabalhos de Hércules; Enéias e a fundação de Roma; Sansão contra os filisteus; enfim, todas as grandes civilizações tem seus heróis míticos, vencedores de monstros e batalhas, tornando-se assim armas culturais.
Exemplos de bravura, reais e fictícios, são fartos nas artes e, com novas tecnologias transformarem-se em radionovelas e filmes; pouco mais tarde, telenovelas e séries; atualmente, animes e mangás; mas, a intenção de motivar novas gerações de compatriotas e demonstrar força e coragem a inimigos nunca mudou.
Porém, o que o Brasil produz ou mantém culturalmente nesse sentido?
Quais heróis são constantemente recordados, construídos ou reconstruídos em mais de quinhentos anos de colonização nas artes brasileira? Quais temáticas dos livros atualmente produzidos no Brasil serão bases de filmes, séries e novelas voltados ao entretenimento?
Respostas (e esperanças) à parte, fato é que o finado não foi agraciado com um “Oscar”; todavia, esse astro continuará a brilhar inspirando lutadores, militares, policiais e cidadãos de bem que acreditam no respeito à família e à pátria, um dos valores mais defendidos por ele em seus filmes; sendo um “Lobo Solitário”, “Texas Ranger” ou “Braddock”, é eternizado DEFENSOR DA LIBERDADE.
Sua missão acabou; a nossa, está apenas começando.
Descanse em paz, grande Chuck.

Apenas um associado…

Gunther Schmidt de Miranda.

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