Mas afinal, e as armas?

Vivemos num país no qual o direito de ter e portar armas sofre ataques sistemáticos a pelo menos 70 ou 80 anos. Sem considerar as políticas de desarmamento dos tempos do Império.
Quando Getúlio Vargas assumiu o poder, instituiu pesadas restrições ao acesso às armas pela população, de forma a não haver outra revolução contra ele, aos moldes da revolução constitucionalista. Vargas seguiu à risca a cartilha de Mussolini nesse e em outros assuntos, que assim como seu análogo alemão, também baixou pesadas leis desarmamentistas aos cidadãos de suas respectivas nações.
Quando os militares assumiram o governo em 1964 no Brasil, mantiveram as restrições já impostas na era Vargas. Para fins de ilustração, somente em 1987 o fraco calibre .380 ACP foi “liberado” para o cidadão. Um calibre que até a revolução constitucionalista era apenas mais uma opção entre calibres menores ou maiores, entre munições com menor ou maior energia.
E assim fomos chegando na década de 1990, na qual ensaiou-se uma maior entrada de produtos no mercado e uma incipiente melhora no segmento, com marcas como a Smith & Wesson voltando a ser vendida no país, a CZ com seu modelo 83 em .380ACP, a Glock com sua pistola modelo 25 (também no fraco .380ACP). Em 1994, a social democracia de FHC chegou ao poder e importou mais ações de desarmamento, vindas sobretudo da Inglaterra com políticas explícitas de desarmamento como recompra de armas, e outras não tão explicitas com a criação do SINARM que tirava das polícias estaduais o registro e obrigava o cidadão a refazer o registro na esfera federal para que o Estado possuísse maior controle da informação de quem possuía ou não armas. Até aí, parece algo inofensivo. Mas na Alemanha de 1933 políticas similares foram essenciais para que o governo nazista soubesse quem era ou não proprietário de armas e desarmasse os judeus antes de confiscar seus bens e relegá-los aos guetos e posteriormente a campos de concentração.
Em 2003 com a ascensão do maior partido de esquerda do pais ao poder, ungido pela grande mídia e setores da elite financeira (como grandes bancos), foi implementado o famigerado estatuto do desarmamento, que visava em última instancia o desarmamento completo do cidadão. Algo perpetrado por todo regime comunista implementado no mundo.
Em 2005 o povo gritou nas urnas um sonoro NÃO AO DESARMAMENTO, criando na prática uma cláusula pétrea por meio de democracia direta ao reafirmar o direito do cidadão poder COMPRAR armas no comércio. Esse grito foi abafado pelo regime petista pois não era a resposta que eles queriam ouvir.
Vivemos sob essa repressão ao direito de ter armas desde então. Inclusive com leis ridículas do legislativo somado à decisões questionáveis do judiciário que criaram a aberração do conceito de posse de arma como concessão, autorizada apenas sob subjetivas justificativas de “efetiva necessidade”. Um desarmamento invisível indo na direção oposta à decisão do referendo de 2005.
Com que propósito criam burocracia, negam a publicidade do segmento, proíbem brinquedos com temática de armas e tentam a todo custo retirar da vida do cidadão a posse de armas? Controle de armas é na verdade controle social.
Querem criar uma cultura de cativos submissos. Gerações que aceitariam tudo sem reagir. Sem nem mesmo poder falar ou gritar contra.
Como bem disse o Presidente Jair Messias Bolsonaro: “UM POVO ARMADO NÃO É ESCRAVO!“.

Nos EUA, é dito que a segunda emenda existe para que a primeira possa ser exercida livremente. A segunda garante a primeira.

Por que querem nos desarmar?

Se você chegou até aqui provavelmente já sabe a resposta.

Luciano de Paula

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