Caro leitor, caso tenha comparado o subtítulo do presente texto com o episódio IV da saga “Star Wars”, está completamente correto; entretanto, não estou me referindo à “uma galáxia distante”, nem “há muito”…
Tal qual na obra de George Lucas, vivemos numa república sequestrada por uma ditadura aos aplausos de uma coligação hipócrita… Não temos um imperador sombrio; entretanto, temos um corruptor de corações e mentes, sustentado por um sistema sombrio… Não temos um humano robótico com a face oculta por uma máscara vestindo preto; mas, meios análogos, empenhados em sufocar opositores… Não temos generais em suas fardas; porém, diretores em paletós…
E nesse enredo, nasceu uma rebelião que não tinha como arma principal suas pistolas de blasters, sabres de luz ou X-Wings; mas sim, a obrigação de reconquistar suas liberdades… Retornar aos seus lares… Evoluírem em prosperidade espiritual e material…
Recordando que a arte imita a vida que imita a arte, saindo da fantasiosa ficção científica para nosso humilde mundo, na verdade, o ser humano sempre lutou por esse sentimento libertador, ora individual, ora coletivo.
Gladiadores liderados por Spartacus rebelaram-se contra seus mestres… Franceses voltaram-se contra suas nobrezas despóticas e esbanjadoras assim como os hipócritas clérigos… Americanos declararam sua independência contra uma pesada carga tributária… E, recordando de um país chamado Brasil, houve várias revoltas de escravizados contra seus feitores, como a (quase despercebida) dos Malês, em Salvador, no ano de 1835.
Vezes iniciadas em descontentamentos verbalizados, em longos tratados escritos em panfletos e jornais, chegamos na modernidade, até difundidos por ondas de rádio, televisão e Wi-Fi,
Independente do momento e local, tais movimentos de poucos, evolui para muitos; de passeatas pacíficas, para discursos acalorados, chegando aos confrontos violentos. Fato é que os direitos natos de qualquer ser humano – tais quais a VIDA, LIBERDADE DE EXPRESSÃO e PROPRIEDADE – sempre são perdidos em leis opressoras que evoluem para socos e chutes… Ganham força em cassetetes… Dilaceram carnes e sonhos no brilho de lâminas… E, finalmente, tornam-se fumaça na pólvora.
Faz-se constar que, entre tantos conflitos, muitos padeceram e muito se perdeu; contudo, como a história tem demonstrado, pessoas e sistemas tirânicos, cedo ou tarde, sempre encontraram triste e agonizante final.
Deixo claro não fazer apologia a qualquer tipo de violência em toda sua variedade e intensidade; muito menos incentivo qualquer ato ilegal que atente contra a vida. Em uma sociedade democrática de Direito, composta por pessoas crentes e tementes a Deus, protetoras de suas famílias e defensoras da paz, tal reconquista somente é possível pela organização associada, levando fatos devidamente (e honestamente) pesquisados à população, gerando-se uma nova consciência construtora de uma nova sociedade.
Logo, o nascimento de um grupo com tal intenção – ciente que o preço da liberdade é a eterna vigilância – em tempos de tantas ilusões, materializadas em diversas formas de mentiras, torna-se mais que necessário: concretiza-se “uma nova esperança”.
Apenas um associado…
Gunther Schmidt de Miranda.